Pompoarismo. A palavra pode ser desconhecida para alguns, repleta de significados sexuais – ou pornográficos – para muitos, mas para quem decidiu experimentar a técnica milenar, que, atenção, não é exclusividade de mulheres, o conceito é ampliado. A prática dos exercícios promete não só melhorar a vida sexual dos adeptos, mas prevenir a incontinência urinária e ajudar nas disfunções sexuais de mulheres e homens. No caso delas, principalmente, a dor na penetração e a falta de orgasmo. Para eles, o treinamento ajuda a aumentar o tempo entre a excitação e a ejaculação e descobrindo que o sexo pode não ser só focado nos genitais, tratando casos de ejaculação precoce. 

Em Belo Horizonte, a terapeuta Antar Surya, que há 16 anos trabalha com pompoar e já fez cursos na Índia, França e EUA, oferece um curso com duração de 4 horas.Ela explica que o pompoarismo é uma arte antiga que nasceu com o objetivo de facilitar o parto da mulher pela prática de exercícios para o assoalho pélvico. O tempo passou e o foco mudou. Segundo ela, com as conquistas femininas, a mulher “ganhou” o direito ao autoconhecimento para buscar o próprio prazer. Engana-se quem pensa que as interessadas frequentam as aulas para satisfazer seus parceiros. “Vivemos o momento de empoderamento da mulher”, afirma Surya. 

Joana* tem 32 anos, é advogada e solteira. A história dela com o pompoarismo ilustra bem a sensação de protagonista da relação sexual. Ela conta que procurou o curso com a intenção de se conhecer melhor e aumentar a autoestima. “Além da melhora da vida sexual, me tornei uma mulher mais segura e feliz comigo mesma”, diz. A advogada relata ainda que as aulas ampliaram o horizonte dela. “Minhas expectativas foram superadas, pois além do pompoarismo, o curso trata de outras questões muito interessantes, como a importância do parto natural, o sagrado-feminino, meditação e relacionamento”, encerra.

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